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Registro de autoridad

Martin Robert Richard Fischer

  • Persona
  • 10/02/1887-16/09/1979

Martin Robert Richard Fischer, conhecido como Martin Fischer (10/02/1887-16/09/1979), nascido na cidade de Koenigsberg na Alemanha, emigrou para o Brasil, no Rio Grande do Sul em 1921, após combater na 1ª Guerra Mundial (1914-1918) e concluir o doutorado. Porém, acabou retornando à Alemanha e foi redator da Agência de Notícias Wolfs Telegraphen Büro, em Berlim. Em 1934 saiu do país novamente ao aceitar um convite para representar a Agência Noticiosa Alemã (DNB) em Buenos Aires na Argentina, residindo no povoado de Passarinhos, município de Palmitos - SC, ficando até 1937, quando deixou o cargo e foi para o Rio Grande do Sul.
Ele viveu numa propriedade rural em Iraí junto com sua companheira Carlota, ainda mantendo contatos com a imprensa, como o Correio Serrano e jornais de várias capitais, até que em 1951 foi residir em Ijuí para atuar na área. Fischer foi correspondente de jornais estrangeiros, redator durante muitos anos do suplemento alemão “Die Serra Post” do Correio Serrano, editor de almanaque na língua alemã “Serra Post Kalender”, da mesma empresa, e produzia e apresentava a “Hora Alemã”, programa na Rádio Repórter de Ijuí. Como ele alimentava o sonho de criar um museu na cidade, articulou junto à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ijuí (FAFI), com apoio do diretor Prof. Mário Osorio Marques (na época ainda Frei Frei Matias), a criação do Museu Antropológico Diretor Pestana, em 1961.
Na época, Martin Fischer passou a coletar documentos e objetos das famílias da região, formando aos poucos o acervo. Mas, para dar o primeiro passo, doou sua própria coleção de objetos indígenas (armas de pedra, cerâmica, ponta de flecha), trazidas de Iraí, e uma grande coleção de recortes de jornais, cuidadosamente catalogados e arquivados que ele vinha reunindo ao longo dos anos. Em 1973, desligou-se do Museu, deixando seu sonho realizado. No dia de seus 90 anos, recebe do governo municipal, por iniciativa do prefeito Wilson Mânica o título de “Cidadão Ijuiense”. A Fidene o distinguiu com o título de “Professor Benemérito”. Ele viveu em Ijuí até seu falecimento, aos 92 anos.

Fonte: Adaptado de Kema: informativo MADP, Ano I, Número 2, Julho 2008, p.2

Diversos

Coleta, doação ou aquisição de diferentes proveniências.

Ildo Weich

  • Persona

Natural de Palmeiras das Missões (RS), Ildo Weich começou a fotografar com 15 anos, sendo autor da bela fotografia da neve de 1965, registrada na Estação Ferroviária de Ijuí. Seu primeiro estúdio ficava no Cine América, que foi destruído por um raio, fato que o fez instalar outro, próximo à escola Ruizinho, o “Foto Cisne”. Weich também foi reconhecido por seu pioneirismo no processo fotográfico em cores.

Eduardo Jaunsem

  • Persona
  • 1896-1997

Eduardo Jaunsem nasceu no dia 11 de fevereiro de 1896 na cidade de Liepaja, na Letônia, e chegou no Rio Grande do Sul, – Brasil em maio de 1914. Jaunsem residiu nas proximidades da colônia de Ijuhy, na Linha 11, Leste, região rural, na qual onde exercia a função de agricultor e nos momentos de lazer, fotógrafo. No país, sua principal atividade foi a agricultura, mas cultivou sua paixão pela fotografia, o que repercutiu na produção de diversas imagens da zona rural, suas paisagens naturais e cotidiano do homem no campo. Jaunsem viveu até 101 anos de idade e no período de 1974 a 1986, gradativamente, decidiu -se por doar seu acervo para preservação ao Museu Antropológico Diretor Pestana. Sobre a prática fotográfica exercida por Jaunsem:
"[...] desenvolve uma experiência original tanto como fotógrafo autodidata como pelo caráter lúdico de sua produção, ao registrar o meio em que vive, a compreensão que tem desse meio, suas emoções. Visualiza a contribuição dos imigrantes, em especial dos letos, enquanto produtores agrícolas e construtores da nova sociedade” (Marques; Grzybowski, 1990, p. 11).

Embora Jaunsem deixasse a fotografia como uma função secundária para não se descuidar da propriedade rural, não deixava de contribuir para o sindicato dos fotógrafos e atualizar seus equipamentos na capital (Porto Alegre), havendo ocasiões em que era procurado na região para retratar casamentos, festas, piqueniques, entre outros eventos sociais da época. No entanto, Seus registros favoritos, no entanto, eram as paisagens, incluindo lavouras, algumas culturas agrícolas, as atividades dos colonos e elementos da natureza, tais como cachoeiras, bosques, a terra e as nuvens do céu. Seu gosto pela “natureza e o homem cotidiano é uma possibilidade de aproximar suas obras com as tendências do pictorialismo e mais tarde da fotografia moderna” (Canabarro, 2011, p. 160).

Referências:
CANABARRO, Ivo dos Santos.. Dimensões da cultura fotográfica no sul do Brasil. Ijuí: Ed. Unijuí, 2011. (Coleção Museu Antropológico Diretor Pestana).

MARQUES, Mario Osorio; GRZYBOWSKI, Lourdes Carvalho. História visual da formação de Ijuí, Rio Grande do Sul. Ijuí: Ed. Unijuí, 1990. (Coleção centenário de Ijuí; n.7).

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